Brooke Rollins disse que o governo brasileiro coloca "agricultores e produtores americanos em desvantagem" há anos
A secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, criticou o Brasil, nesta sexta-feira (17), e comemorou o novo tarifaço anunciado pelo governo Trump.
Em publicação nas redes sociais, Rollins disse que o Brasil, há anos, "coloca os agricultores e produtores americanos em desvantagem por meio de práticas comerciais desleais e desmatamento ilegal".
Ela agradeceu ao presidente Donald Trump e ao representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, "por agirem para responsabilizar o Brasil e lutar pelos agricultores americanos".
For years, Brazil has put American farmers and producers at a disadvantage through unfair trade practices and illegal deforestation.
Thank you, @POTUS and @USTradeRep, for taking action to hold Brazil accountable and fight for America's farmers.
Brazil’s unfair 18%… https://t.co/CyPFH6J7yF
— Secretary Brooke Rollins (@SecRollins) July 17, 2026
"A tarifa desleal de 18% imposta pelo Brasil ao etanol americano reduziu as exportações de etanol dos EUA para o país em mais de 87% desde 2018. Esses dias estão chegando ao fim", acrescentou a secretária.
"O etanol americano vive seu melhor ano até hoje e, sob a gestão do presidente Trump, estamos lutando para abrir mercados, garantir condições de concorrência justas e colocar os agricultores e produtores americanos em primeiro lugar", concluiu.
EUA incluem documento sobre tarifa ao Brasil em lista do diário oficial
O governo dos Estados Unidos incluiu na edição do Federal Register (o diário oficial dos EUA) prevista para 20 de julho, segunda-feira, a decisão que impõe tarifa adicional de 25% sobre uma série de produtos brasileiros no âmbito da investigação da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
De acordo com o documento, a medida entra em vigor na quarta-feira, 22 de julho.
A publicação formaliza a determinação anunciada pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, em ingês) nesta semana e mantém a lista de produtos isentos já divulgada pelo órgão.
Entre as exceções estão carne bovina, café, laranja, suco de laranja, petróleo, celulose, partes para fabricação de aeronaves, além de outros insumos considerados estratégicos para evitar impactos sobre o abastecimento e a economia americana.
O texto do Federal Register também preserva as justificativas apresentadas pelo USTR para as isenções e confirma a rejeição de pedidos de exclusão tarifária para produtos como vestuário, calçados e máquinas agrícolas e industriais.
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Assim como já vem fazendo, o mandatário deve atribuir, ao longo dos próximos meses, ao filho de Jair Bolsonaro a responsabilidade pela decisão do governo de Donald Trump de aplicar a tarifa sobre os produtos brasileiros.
Interlocutores de Lula acreditam também que os efeitos da medida exigirão que todos os pré-candidatos ao comando do Palácio do Planalto apresentem sugestões para tentar reverter as tarifas impostas pela gestão norte-americana.


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